Um presente no Halloween
Nem todos os presentes foram feitos para serem abertos. Debby descobrirá isso da pior maneira na noite mais assustadora do ano.
7/24/20261 min read

Debby pensou se deveria mesmo abrir aquela caixa. Era Halloween, estava terminando a decoração da casa e não viu quem a deixou ali. Infelizmente, era curiosa demais para não abrir. Contou até três e destampou.
A primeira coisa que lhe atingiu foi o cheiro. Era podre, horrível. Ela fechou os olhos por um instante para que a náusea não lhe dominasse e quando abriu, enxergou a cabeça do bode. Quase deixou a caixa cair no chão com tudo.
Debby ganhou de presente uma cabeça de bode apodrecida, não conseguiu ver exatamente onde o pescoço foi cortado, mas pelo cheiro nauseabundo, dentro da caixa havia sangue. O animal, parecia que lhe fitava com aqueles olhos sem brilho, através de uma armação preta de óculos, idêntica à que ela usava há anos. Não era coincidência, era um aviso. O bode representava Debby.
E as pimentas? Por que a caixa estava cheia de pimentas de todos os tipos? Debby era alérgica, aquilo mais parecia uma ameaça de morte. A ex-mulher de seu namorado, aquela víbora, nunca a deixaria em paz. Debby juntou a caixa e jogou fora. Não falou nada para ninguém, tudo que não queria era uma recalcada estragando a celebração do seu primeiro mês de namoro.
Na hora do jantar, a casa rodeada de amigos, Debby deu uma boa colherada no ensopado delicioso que ela mesma preparou. Estava apimentado. Ela olhou para o namorado e tentou dizer alguma coisa que não saiu, pois logo se engasgou.
A pimenta que ela não usou inchou sua garganta e impediu sua respiração. Em pouco tempo Debby estava tão morta quanto o presente que recebeu.
Gisele Wommer
O terror nunca acaba.
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